terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Voltei, Recife
Foi a saudade
Que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura"
Na rua abafando
Tomar umas e outras
E cair no passo

Cadê "Toureiros"?
Cadê "Bola de Ouro"?
As "pás", os "lenhadores"
O "Bloco Batutas de São José"?
Quero sentir
A embriaguez do frevo
Que entra na cabeça
Depois toma o corpo
E acaba no pé

Recife cidade feliz
Na poesia não se contradiz
Pois vive diariamente com maestria
Não importando se de noite ou de dia
O Recife vive, ama e respira poesia,

Tantos poetas aqui suas vidas passaram
Tantos poetas aqui fizeram suas histórias
Em cada canto e recanto se eternizaram
Cantaram em versos toda nossa história
Assim, é uma cidade cantada em glórias.

História, lutas, batalhas e seu romantismo.
Estão revelados com a poesia e altruísmo
O Recife é berço de revoluções libertárias
Na ânsia de formar conquistas igualitárias
O pernambucano deixa seu conformismo.

Cidades, Estados, países, sem problemas?
Aponte-me alguém um que não os possua
Mas, ter um povo que saiba viver a tradição.
Valorize o legado que deixado como prêmio
Isso é de poucas, o privilégio na educação.